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Coluna

Como funciona a cirurgia endoscópica de coluna

Passo a passo da cirurgia de coluna feita com endoscópio: para quem é indicada, como é feita, recuperação e riscos.

Revisado por Dr. Felipe Carvalho, CRM 807931 · RQE 18776 Publicado em 16/10/2026 Atualizado em 16/10/2026 3 min de leitura

A cirurgia endoscópica de coluna é feita com um endoscópio, um tubo fino com câmera e luz na ponta, introduzido por um corte de cerca de um centímetro. A imagem aparece ampliada em um monitor, e o cirurgião usa instrumentos delicados, passados por dentro do endoscópio, para retirar o que está apertando o nervo.

Ela é usada principalmente para tratar hérnia de disco e alguns casos de estenose. Por mexer menos nos músculos e tecidos, costuma permitir uma recuperação mais rápida que a cirurgia tradicional. Mas não serve para todos os casos, e a indicação depende de uma avaliação cuidadosa.

Para quem a cirurgia endoscópica é indicada?

Em geral, para pessoas com:

  • hérnia de disco que aperta um nervo e causa dor que desce para a perna ou o braço, sem melhora com o tratamento sem cirurgia;
  • perda de força causada pela compressão;
  • alguns casos de estenose do canal lombar.

Ela não costuma ser a escolha quando há instabilidade importante entre as vértebras, que pode exigir fixação, ou deformidades maiores da coluna.

Como a cirurgia é feita?

  1. Anestesia. Pode ser geral ou outra forma de anestesia, conforme o caso e a avaliação do anestesista.
  2. Posição e localização. A pessoa fica deitada, e um aparelho de raio-X ajuda a localizar o ponto exato da coluna.
  3. Acesso. É feito um corte pequeno, e o endoscópio é levado até a região do nervo. O acesso pode ser pela lateral, entre os ossos por onde o nervo sai (via transforaminal), ou por trás, entre duas vértebras (via interlaminar).
  4. Descompressão. Com a visão ampliada, o cirurgião retira o fragmento de hérnia ou o tecido que estreita o canal e libera o nervo.
  5. Fechamento. O endoscópio é retirado e o corte é fechado com poucos pontos.

Como é a recuperação?

Em muitos casos, a pessoa caminha no mesmo dia ou no dia seguinte e a internação é curta. A dor no local do corte costuma ser pequena. A dor na perna pode melhorar logo, mas o formigamento e a dormência às vezes demoram semanas ou meses para passar, porque o nervo precisa se recuperar.

A volta ao trabalho, à direção e aos exercícios é gradual e depende do tipo de atividade de cada um. A fisioterapia pode ajudar no fortalecimento. Veja mais em recuperação após cirurgia de coluna.

Quais são os riscos?

Como em qualquer cirurgia, existem riscos, ainda que pouco frequentes:

  • infecção e sangramento;
  • lesão de nervo;
  • vazamento do líquido que envolve os nervos;
  • retirada incompleta do fragmento;
  • volta da hérnia no mesmo lugar, que pode acontecer meses ou anos depois.

Quais são as diferenças para a cirurgia aberta?

A cirurgia tradicional, chamada de aberta ou microcirurgia, usa um corte um pouco maior e um microscópio. Para muitos casos de hérnia, os resultados das duas técnicas são parecidos; a endoscópica tende a causar menos dor no local e permitir alta mais rápida. Entenda em detalhes em cirurgia endoscópica ou cirurgia aberta.

Como saber se é o meu caso?

A indicação depende dos sintomas, do exame físico e dos exames de imagem. Antes de pensar na técnica, o primeiro passo é entender se a cirurgia é necessária. Na consulta, as opções são explicadas com calma, incluindo o tratamento sem cirurgia.

Saiba mais sobre a cirurgia endoscópica de coluna com o Dr. Felipe Carvalho.

Referências

  1. Ruetten S et al. Full-endoscopic interlaminar and transforaminal lumbar discectomy versus conventional microsurgical technique: a prospective, randomized, controlled study. Spine, 2008;33(9):931-939.
  2. North American Spine Society. Diagnosis and Treatment of Lumbar Disc Herniation with Radiculopathy. Evidence-Based Clinical Guidelines, 2012.

Dr. Felipe Carvalho, neurocirurgião · CRM RJ 807931 · RQE 18776. Conteúdo informativo, não substitui consulta médica. Os resultados variam de paciente para paciente. Publicidade médica conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023.

Este conteúdo é informativo e não faz diagnóstico. Em caso de sintomas, procure atendimento médico.

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