A dor nas costas é uma das queixas de saúde mais comuns. Quase todo mundo vai senti-la em algum momento da vida, e na maior parte das vezes ela melhora sozinha em poucos dias ou semanas, com cuidados simples.
O neurocirurgião de coluna entra em cena quando a dor vem acompanhada de sinais de que um nervo está sendo afetado, quando dura muito tempo ou quando há algum sinal de alerta. Entender essa diferença evita tanto a preocupação excessiva quanto a demora em buscar ajuda.
Por que a dor nas costas é tão comum?
A coluna sustenta o peso do corpo e se movimenta o dia inteiro. Músculos, ligamentos, articulações e discos podem se sobrecarregar por má postura, esforço, sedentarismo ou simplesmente pelo desgaste natural da idade.
A chamada dor lombar inespecífica, sem uma causa grave identificável, responde pela grande maioria dos casos. Ela costuma melhorar com movimento leve, calor local, remédios simples para dor e retorno gradual às atividades.
Quais sinais mostram que um nervo pode estar envolvido?
Os nervos saem da coluna e seguem para braços e pernas. Quando um deles é apertado, os sintomas aparecem longe das costas:
- dor que desce pela perna, abaixo do joelho, ou pelo braço;
- formigamento, sensação de choque ou dormência;
- fraqueza, como dificuldade para ficar na ponta dos pés ou segurar objetos;
- dor que piora ao tossir ou espirrar.
Esses sintomas são típicos da hérnia de disco e da estenose do canal lombar.
Quando a dor nas costas é urgente?
Procure um pronto-socorro no mesmo dia se houver:
- perda de controle da urina ou das fezes;
- dormência na região entre as pernas;
- fraqueza que avança rápido nas pernas;
- dor após queda ou acidente;
- febre, perda de peso sem explicação ou histórico de câncer;
- dor muito forte que não alivia em nenhuma posição e piora à noite.
Quando marcar uma consulta com neurocirurgião?
Uma avaliação com especialista em coluna faz sentido quando:
- a dor dura mais de quatro a seis semanas, mesmo com cuidados;
- a dor irradia para braço ou perna e atrapalha o sono ou o trabalho;
- há formigamento ou fraqueza;
- as crises voltam com frequência;
- você já fez um exame, como a ressonância, e quer entender o resultado;
- outro médico sugeriu cirurgia e você quer conhecer as opções.
Procurar o neurocirurgião não significa que você vai operar. A maior parte das pessoas avaliadas é tratada sem cirurgia. O papel da consulta é entender a causa e indicar o caminho mais adequado. Leia quando a cirurgia de coluna é indicada e quando não é.
O que acontece na consulta?
O médico pergunta como a dor começou, onde ela vai, o que piora e o que alivia, e quais tratamentos já foram feitos. Depois faz o exame físico, testando força, sensibilidade e reflexos. Com isso, decide se exames de imagem são necessários. Saiba mais sobre quais exames são pedidos para dor na coluna.
O que você pode fazer enquanto isso?
- Mantenha-se em movimento dentro do possível; o repouso prolongado tende a piorar a dor.
- Caminhadas leves e alongamentos ajudam.
- Use remédios simples para dor apenas como orientado na bula ou por um médico.
- Evite carregar peso e ficar muito tempo na mesma posição.
Se a dor não melhora, procure avaliação. Conheça os atendimentos de coluna do Dr. Felipe Carvalho, em Ipanema e na Tijuca.