Um tumor cerebral benigno cresce devagar, tem limites mais definidos e não invade os tecidos vizinhos da mesma forma que um tumor maligno. O tumor maligno cresce mais rápido, se infiltra no cérebro ao redor e tem maior chance de voltar depois do tratamento. Mas, no cérebro, essa diferença é menos simples do que em outras partes do corpo.
Isso porque mesmo um tumor benigno pode causar sintomas sérios, já que o crânio é um espaço fechado e o tumor pode apertar áreas importantes. Por outro lado, alguns tumores malignos respondem bem ao tratamento. Por isso, os médicos olham para três coisas: o tipo do tumor, o grau e a localização.
O que é o grau do tumor?
A Organização Mundial da Saúde classifica os tumores do sistema nervoso em graus de 1 a 4, considerando o comportamento das células e, hoje, também características genéticas e moleculares:
- grau 1: crescimento lento, em geral bem delimitado;
- grau 2: crescimento lento, mas com tendência a se infiltrar e a voltar;
- graus 3 e 4: crescimento mais rápido e comportamento mais agressivo.
O grau só é definido com segurança pela análise do tecido em laboratório, feita após a cirurgia ou a biópsia.
Quais são os tumores mais comuns?
Meningiomas. Nascem das meninges, as membranas que envolvem o cérebro. A maioria é benigna e cresce devagar. Muitos são descobertos por acaso. Leia meningioma: o que é e como é tratado.
Adenomas de hipófise. Quase sempre benignos. Veja adenoma de hipófise.
Schwannomas. Benignos, crescem em nervos, como o nervo da audição.
Gliomas. Nascem das células de sustentação do cérebro. Variam de graus mais baixos a graus altos, como o glioblastoma, o mais agressivo.
Metástases. Tumores que começam em outro órgão, como pulmão ou mama, e chegam ao cérebro. São os tumores mais frequentes dentro do crânio em adultos.
A localização muda tudo?
Sim. Um meningioma pequeno longe de áreas importantes pode ser apenas acompanhado. O mesmo meningioma perto dos nervos da visão ou de grandes vasos pode precisar de tratamento mais cedo. A localização também define o tipo de acesso cirúrgico e os riscos.
Como o tipo do tumor muda o tratamento?
- Tumores benignos pequenos e sem sintomas: muitas vezes, acompanhamento com ressonâncias periódicas.
- Tumores benignos que crescem ou causam sintomas: cirurgia e, em alguns casos, radiocirurgia.
- Tumores malignos: cirurgia para retirar o máximo possível com segurança e confirmar o diagnóstico, seguida, em geral, de radioterapia e quimioterapia.
- Metástases: cirurgia, radiocirurgia ou radioterapia, conforme o número de lesões e o tratamento do câncer de origem.
Entenda como é a operação em cirurgia de tumor cerebral: como é feita.
Como lidar com o diagnóstico?
Receber a notícia de um tumor cerebral é difícil para o paciente e para a família. Algumas atitudes ajudam:
- levar alguém à consulta;
- anotar as perguntas antes. Veja o que perguntar ao neurocirurgião antes da cirurgia;
- pedir explicações em linguagem simples;
- buscar uma segunda opinião, se sentir necessidade.
Quando procurar um neurocirurgião?
Se um exame mostrou um tumor no cérebro, a consulta com o neurocirurgião ajuda a entender o tipo provável, o que pode ser feito e o momento de cada decisão. Veja também os sinais de alerta de tumor cerebral.
Conheça a cirurgia de tumores cerebrais com o Dr. Felipe Carvalho.