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Cérebro e hipófise

Adenoma de hipófise: sintomas e diagnóstico

O tumor mais comum da hipófise costuma ser benigno, mas pode alterar hormônios e a visão. Veja os sinais e como é diagnosticado.

Revisado por Dr. Felipe Carvalho, CRM 807931 · RQE 18776 Publicado em 16/10/2026 Atualizado em 16/10/2026 3 min de leitura

O adenoma de hipófise é um tumor que nasce nas células da hipófise, a glândula na base do crânio que comanda vários hormônios. Na grande maioria das vezes, ele é benigno: não se espalha para outras partes do corpo. Os sintomas aparecem por dois motivos: porque o tumor produz hormônios em excesso ou porque cresce e aperta estruturas vizinhas, como os nervos da visão.

Muitos adenomas são pequenos, não causam sintomas e são descobertos por acaso em exames feitos por outro motivo. Esses são chamados de incidentalomas e, muitas vezes, precisam apenas de acompanhamento.

Quais são os tipos de adenoma?

Pelo tamanho:

  • microadenoma, com menos de 1 centímetro;
  • macroadenoma, com 1 centímetro ou mais.

Pela produção de hormônios:

  • não funcionantes, que não produzem hormônios em excesso. Costumam ser descobertos quando já estão maiores, por alteração na visão ou dor de cabeça;
  • funcionantes, que produzem hormônios em excesso, como o prolactinoma (prolactina), o adenoma que causa acromegalia (hormônio do crescimento) e o que causa doença de Cushing (ACTH, que eleva o cortisol).

Quais são os sintomas?

Por excesso de hormônios:

  • prolactina alta: alterações ou falta de menstruação, saída de leite pelas mamas, infertilidade, queda da libido e impotência;
  • hormônio do crescimento alto: aumento de mãos, pés, mandíbula e nariz, suor excessivo, dores nas articulações, ronco, pressão alta e diabetes;
  • cortisol alto: ganho de peso no tronco e no rosto, estrias arroxeadas, fraqueza muscular, pressão alta, diabetes e osteoporose.

Por compressão:

  • perda da visão lateral, como se a pessoa visse por um túnel;
  • dor de cabeça;
  • falta de outros hormônios, com cansaço, frio, pressão baixa e alterações sexuais.

Sinal de urgência: dor de cabeça súbita e muito forte, com perda de visão ou visão dupla, pode indicar apoplexia, um sangramento dentro do adenoma. Procure atendimento imediato.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico combina três frentes:

  1. Exames de sangue para medir os hormônios da hipófise e das glândulas que ela comanda.
  2. Ressonância magnética da sela túrcica, que mostra o tamanho do tumor e a relação com nervos e artérias.
  3. Campo visual, um exame feito com o oftalmologista, quando o tumor está perto dos nervos da visão.

Saiba mais em exames que investigam tumores de hipófise.

Como o adenoma é tratado?

O tratamento depende do tipo e do tamanho:

  • acompanhamento com exames, nos adenomas pequenos e não funcionantes, sem sintomas;
  • remédios, que são o primeiro tratamento do prolactinoma e podem ajudar em outros tipos;
  • cirurgia, em geral feita pelo nariz com endoscópio, para tumores que comprimem a visão, que crescem ou que produzem hormônios em excesso sem controle com remédios;
  • radioterapia ou radiocirurgia, em casos selecionados, quando sobra tumor ou ele volta a crescer.

Entenda como é a operação em cirurgia de hipófise: como é feita e quando se indica.

Quem acompanha o tratamento?

O endocrinologista cuida dos hormônios e acompanha a pessoa ao longo dos anos. O neurocirurgião avalia e realiza a cirurgia, quando indicada. O oftalmologista acompanha a visão. Saiba mais sobre a glândula em o que é a hipófise.

Quando procurar um neurocirurgião?

Se você tem diagnóstico de adenoma de hipófise e o endocrinologista sugeriu avaliação cirúrgica, se o tumor está crescendo ou se há alteração na visão, a consulta com o neurocirurgião ajuda a entender as opções e o momento certo de cada uma.

Conheça a cirurgia de hipófise com o Dr. Felipe Carvalho.

Referências

  1. Freda PU et al. Pituitary incidentaloma: an Endocrine Society clinical practice guideline. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 2011;96(4):894-904.
  2. Melmed S et al. Diagnosis and treatment of hyperprolactinemia: an Endocrine Society clinical practice guideline. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 2011;96(2):273-288.

Dr. Felipe Carvalho, neurocirurgião · CRM RJ 807931 · RQE 18776. Conteúdo informativo, não substitui consulta médica. Os resultados variam de paciente para paciente. Publicidade médica conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023.

Este conteúdo é informativo e não faz diagnóstico. Em caso de sintomas, procure atendimento médico.

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