O adenoma de hipófise é um tumor que nasce nas células da hipófise, a glândula na base do crânio que comanda vários hormônios. Na grande maioria das vezes, ele é benigno: não se espalha para outras partes do corpo. Os sintomas aparecem por dois motivos: porque o tumor produz hormônios em excesso ou porque cresce e aperta estruturas vizinhas, como os nervos da visão.
Muitos adenomas são pequenos, não causam sintomas e são descobertos por acaso em exames feitos por outro motivo. Esses são chamados de incidentalomas e, muitas vezes, precisam apenas de acompanhamento.
Quais são os tipos de adenoma?
Pelo tamanho:
- microadenoma, com menos de 1 centímetro;
- macroadenoma, com 1 centímetro ou mais.
Pela produção de hormônios:
- não funcionantes, que não produzem hormônios em excesso. Costumam ser descobertos quando já estão maiores, por alteração na visão ou dor de cabeça;
- funcionantes, que produzem hormônios em excesso, como o prolactinoma (prolactina), o adenoma que causa acromegalia (hormônio do crescimento) e o que causa doença de Cushing (ACTH, que eleva o cortisol).
Quais são os sintomas?
Por excesso de hormônios:
- prolactina alta: alterações ou falta de menstruação, saída de leite pelas mamas, infertilidade, queda da libido e impotência;
- hormônio do crescimento alto: aumento de mãos, pés, mandíbula e nariz, suor excessivo, dores nas articulações, ronco, pressão alta e diabetes;
- cortisol alto: ganho de peso no tronco e no rosto, estrias arroxeadas, fraqueza muscular, pressão alta, diabetes e osteoporose.
Por compressão:
- perda da visão lateral, como se a pessoa visse por um túnel;
- dor de cabeça;
- falta de outros hormônios, com cansaço, frio, pressão baixa e alterações sexuais.
Sinal de urgência: dor de cabeça súbita e muito forte, com perda de visão ou visão dupla, pode indicar apoplexia, um sangramento dentro do adenoma. Procure atendimento imediato.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico combina três frentes:
- Exames de sangue para medir os hormônios da hipófise e das glândulas que ela comanda.
- Ressonância magnética da sela túrcica, que mostra o tamanho do tumor e a relação com nervos e artérias.
- Campo visual, um exame feito com o oftalmologista, quando o tumor está perto dos nervos da visão.
Saiba mais em exames que investigam tumores de hipófise.
Como o adenoma é tratado?
O tratamento depende do tipo e do tamanho:
- acompanhamento com exames, nos adenomas pequenos e não funcionantes, sem sintomas;
- remédios, que são o primeiro tratamento do prolactinoma e podem ajudar em outros tipos;
- cirurgia, em geral feita pelo nariz com endoscópio, para tumores que comprimem a visão, que crescem ou que produzem hormônios em excesso sem controle com remédios;
- radioterapia ou radiocirurgia, em casos selecionados, quando sobra tumor ou ele volta a crescer.
Entenda como é a operação em cirurgia de hipófise: como é feita e quando se indica.
Quem acompanha o tratamento?
O endocrinologista cuida dos hormônios e acompanha a pessoa ao longo dos anos. O neurocirurgião avalia e realiza a cirurgia, quando indicada. O oftalmologista acompanha a visão. Saiba mais sobre a glândula em o que é a hipófise.
Quando procurar um neurocirurgião?
Se você tem diagnóstico de adenoma de hipófise e o endocrinologista sugeriu avaliação cirúrgica, se o tumor está crescendo ou se há alteração na visão, a consulta com o neurocirurgião ajuda a entender as opções e o momento certo de cada uma.