A investigação de um tumor de hipófise usa três tipos de exame: exames de sangue, que medem os hormônios; a ressonância magnética da sela túrcica, que mostra o tamanho e a posição do tumor; e o exame do campo visual, que avalia se os nervos da visão estão sendo afetados.
Juntos, esses exames respondem às perguntas que definem o tratamento: o tumor produz hormônios? Ele está apertando a visão? Está crescendo? Com essas respostas, a equipe decide entre acompanhar, usar remédios ou operar.
Exames de sangue: os hormônios
Os exames de sangue verificam se há excesso ou falta de hormônios. Os mais pedidos são:
- prolactina, alta no prolactinoma, mas também por alguns remédios, gravidez e outros motivos;
- IGF-1 e hormônio do crescimento (GH), alterados na acromegalia;
- cortisol e ACTH, além de testes específicos, quando há suspeita de doença de Cushing;
- TSH e T4 livre, para a tireoide;
- LH, FSH, testosterona ou estradiol, para a função sexual e a fertilidade;
- sódio e avaliação da urina, quando há suspeita de alteração do hormônio que controla a urina.
Alguns exames precisam de preparo, como horário específico, jejum ou coleta de urina de 24 horas. Por isso, a interpretação é feita pelo endocrinologista, junto com o neurocirurgião.
Ressonância magnética da sela túrcica
É o principal exame de imagem. Feita com contraste e cortes finos na região da hipófise, mostra:
- o tamanho do tumor: micro, se tem menos de 1 cm, ou macro, a partir de 1 cm;
- se ele sobe em direção aos nervos da visão;
- se invade as laterais, onde passam artérias e nervos dos olhos;
- a relação com o osso por onde pode ser feita a cirurgia.
A tomografia é usada quando a ressonância não é possível ou para planejar o acesso pelo nariz.
Campo visual
O exame de campo visual, feito com o oftalmologista, mede até onde a pessoa enxerga para os lados. Um tumor que aperta o cruzamento dos nervos ópticos costuma reduzir a visão lateral dos dois olhos, muitas vezes sem que a pessoa perceba. Outro exame, a tomografia de coerência óptica, avalia a saúde das fibras do nervo e ajuda a prever a recuperação da visão.
Com que frequência repetir os exames?
Depende do caso:
- adenomas pequenos, sem sintomas e sem alteração hormonal costumam ser acompanhados com ressonância periódica, com intervalos que aumentam se não houver mudança;
- depois da cirurgia, os hormônios são dosados nos primeiros dias e semanas, e a ressonância é repetida meses depois;
- no acompanhamento de longo prazo, os exames seguem de acordo com o tipo de tumor.
Como levar os exames para a consulta?
Leve os laudos e, sempre que possível, as imagens da ressonância, em CD, pen drive ou link. Leve também os exames de sangue anteriores, para comparação, e o resultado do campo visual. Veja dicas em como se preparar para a consulta.
Próximos passos
Com os exames em mãos, a decisão sobre o tratamento é tomada em conjunto. Entenda o que é adenoma de hipófise e como a cirurgia de hipófise é feita.