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Parkinson e DBS

Acompanhamento depois da DBS

Programação do aparelho, ajuste dos remédios, bateria e cuidados do dia a dia: o que acontece depois da cirurgia de DBS.

Revisado por Dr. Felipe Carvalho, CRM 807931 · RQE 18776 Publicado em 16/10/2026 Atualizado em 16/10/2026 3 min de leitura

Depois da cirurgia de DBS, o acompanhamento é tão importante quanto o próprio implante. Algumas semanas após a operação, o aparelho é ligado e começa a programação: a equipe ajusta a intensidade e o tipo de estímulo em várias consultas, enquanto os remédios do Parkinson são reajustados aos poucos.

Esse processo leva meses. O benefício aparece de forma gradual, e o acompanhamento continua ao longo dos anos, porque a doença evolui e o aparelho precisa de ajustes e manutenção.

Primeiras semanas após a cirurgia

  • Recuperação dos cortes. Os pontos na cabeça e no peito são cuidados como em qualquer cirurgia. Mantenha os curativos limpos e secos e observe sinais de infecção.
  • Efeito de microlesão. Algumas pessoas percebem melhora dos sintomas logo após a cirurgia, mesmo antes de ligar o aparelho. Esse efeito é temporário.
  • Remédios. Nesse período, em geral, os remédios do Parkinson são mantidos.

Como é a programação?

Com um programador sem fio, a equipe escolhe quais contatos do eletrodo serão usados e ajusta a intensidade, a frequência e a duração dos pulsos. A cada ajuste, o médico avalia tremor, rigidez, lentidão e possíveis efeitos colaterais.

  • As primeiras consultas de programação são mais frequentes.
  • Os remédios são reduzidos aos poucos, conforme a estimulação faz efeito.
  • Com o tempo, as consultas ficam mais espaçadas.

Efeitos como formigamento, alterações na fala, contrações musculares ou mudanças de humor podem aparecer e, muitas vezes, são corrigidos com ajustes.

O controle do paciente

O paciente recebe um controle para verificar se o aparelho está ligado, ver a carga da bateria e, em alguns modelos, escolher entre programas definidos pela equipe. Leve o controle e o cartão de identificação do aparelho nas consultas e em viagens.

Bateria

  • Não recarregável: dura alguns anos, conforme o uso, e é trocada em uma cirurgia pequena, só no peito, sem mexer nos eletrodos.
  • Recarregável: precisa ser carregada regularmente pela pele, com um carregador, e dura mais tempo.

Cuidados no dia a dia

  • Exames de imagem. Ressonância magnética só pode ser feita em condições específicas, conforme o modelo do aparelho. Sempre avise que tem DBS antes de qualquer exame ou procedimento.
  • Detectores de metal. Apresente o cartão do aparelho em aeroportos e bancos.
  • Equipamentos médicos. Bisturi elétrico, diatermia e alguns tratamentos com calor ou ondas exigem cuidado. Avise sempre os profissionais.
  • Atividade física. É incentivada, com liberação médica, evitando impactos fortes na região do gerador.

O tratamento continua

A DBS controla sintomas, mas o Parkinson continua evoluindo. O acompanhamento com o neurologista, a fisioterapia, a fonoaudiologia e a atividade física seguem sendo parte do tratamento. Veja o panorama em Parkinson: da medicação à cirurgia.

Sinais de alerta

Procure a equipe ou um pronto atendimento se houver:

  • febre, vermelhidão, dor ou secreção nos cortes ou sobre o aparelho;
  • piora súbita dos sintomas, que pode indicar aparelho desligado ou bateria no fim;
  • confusão, dor de cabeça forte ou fraqueza súbita;
  • alteração importante de humor ou pensamentos de autoagressão.

Quem acompanha?

O neurologista e o neurocirurgião acompanham juntos, com apoio de outros profissionais. Entenda os critérios em quem pode ser candidato à DBS e o procedimento em o que é a DBS.

Saiba mais sobre a DBS para Parkinson com o Dr. Felipe Carvalho.

Referências

  1. Okun MS. Deep-brain stimulation for Parkinson's disease. New England Journal of Medicine, 2012;367(16):1529-1538.

Dr. Felipe Carvalho, neurocirurgião · CRM RJ 807931 · RQE 18776. Conteúdo informativo, não substitui consulta médica. Os resultados variam de paciente para paciente. Publicidade médica conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023.

Este conteúdo é informativo e não faz diagnóstico. Em caso de sintomas, procure atendimento médico.

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