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Parkinson e DBS

Parkinson: tratamentos, da medicação à cirurgia

Remédios, exercícios, terapias e cirurgia: um panorama dos tratamentos da doença de Parkinson e de quando cada um é usado.

Revisado por Dr. Felipe Carvalho, CRM 807931 · RQE 18776 Publicado em 16/10/2026 Atualizado em 16/10/2026 3 min de leitura

A doença de Parkinson é tratada principalmente com remédios, que repõem ou imitam a dopamina, substância que falta no cérebro. Junto com eles, exercícios físicos, fisioterapia, fonoaudiologia e acompanhamento de outras áreas fazem diferença na qualidade de vida. A cirurgia, como a estimulação cerebral profunda (DBS), é uma opção para alguns pacientes, quando os remédios já não controlam bem os sintomas.

Ainda não existe tratamento que interrompa a doença, mas os recursos disponíveis permitem controlar os sintomas por muitos anos. O tratamento é ajustado ao longo do tempo, conforme a doença evolui.

O que é a doença de Parkinson?

É uma doença em que neurônios de uma região do cérebro, responsáveis por produzir dopamina, vão se perdendo aos poucos. A dopamina é essencial para o controle dos movimentos. Os sintomas mais conhecidos são:

  • tremor, em geral em repouso e começando de um lado;
  • lentidão dos movimentos;
  • rigidez dos músculos;
  • alteração do equilíbrio e da marcha, mais tarde.

Também há sintomas não motores, que às vezes aparecem antes: perda do olfato, intestino preso, alterações do sono, depressão e ansiedade.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico, feito pelo neurologista com base nos sintomas e no exame. Exames de imagem servem principalmente para afastar outras doenças. A boa resposta aos remédios também ajuda a confirmar o diagnóstico.

Tratamento com remédios

  • Levodopa, que o cérebro transforma em dopamina. É o remédio mais eficaz para os sintomas motores.
  • Agonistas dopaminérgicos, que imitam a ação da dopamina.
  • Outros remédios, que prolongam o efeito da levodopa ou atuam em sintomas específicos.

Com os anos, muitas pessoas passam a ter oscilações: o efeito do remédio dura menos e surgem períodos ruins entre as doses, chamados de “off”. Também podem aparecer movimentos involuntários, as discinesias. Ajustes de horários e doses ajudam, mas nem sempre bastam.

Exercícios e terapias

  • Atividade física regular, como caminhada, bicicleta, dança e treino de força, ajuda o movimento e o humor.
  • Fisioterapia, para equilíbrio, marcha e prevenção de quedas.
  • Fonoaudiologia, para voz e deglutição.
  • Terapia ocupacional, para adaptar as atividades do dia a dia.
  • Apoio psicológico, para o paciente e a família.

Tratamento cirúrgico: a DBS

A estimulação cerebral profunda (DBS) consiste no implante de eletrodos finos em pontos específicos do cérebro, ligados a um pequeno aparelho sob a pele do peito. Ele envia estímulos elétricos que ajudam a regular os circuitos do movimento.

Ela pode ajudar a reduzir tremor, rigidez, lentidão, oscilações e discinesias, e muitas vezes permite diminuir a dose de remédios. Não interrompe a evolução da doença e não ajuda todos os sintomas, como alguns problemas de equilíbrio e de memória. Entenda em o que é a DBS e veja quem pode ser candidato à DBS.

Outras opções avançadas

Para quem tem oscilações difíceis de controlar, também existem terapias com infusão contínua de remédio, por bombas. A escolha entre as opções é feita com o neurologista, considerando os sintomas, a idade, a saúde geral e a preferência da pessoa.

Quando pensar em avaliação cirúrgica?

Vale conversar com o neurologista sobre a avaliação para DBS quando:

  • os remédios funcionam, mas o efeito dura pouco e há muitos períodos “off”;
  • os movimentos involuntários atrapalham a rotina;
  • o tremor não é controlado com medicação;
  • os efeitos colaterais dos remédios limitam o tratamento.

Saiba mais sobre a DBS para Parkinson com o Dr. Felipe Carvalho.

Referências

  1. Postuma RB et al. MDS clinical diagnostic criteria for Parkinson's disease. Movement Disorders, 2015;30(12):1591-1601.
  2. Okun MS. Deep-brain stimulation for Parkinson's disease. New England Journal of Medicine, 2012;367(16):1529-1538.

Dr. Felipe Carvalho, neurocirurgião · CRM RJ 807931 · RQE 18776. Conteúdo informativo, não substitui consulta médica. Os resultados variam de paciente para paciente. Publicidade médica conforme a Resolução CFM nº 2.336/2023.

Este conteúdo é informativo e não faz diagnóstico. Em caso de sintomas, procure atendimento médico.

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