A dor na coluna é considerada crônica quando dura mais de três meses. Diferente da dor aguda, que costuma ter uma causa clara e passa com o tempo, a dor crônica pode continuar mesmo depois de a lesão inicial ter cicatrizado, porque o próprio sistema nervoso passa a amplificar os sinais de dor.
O tratamento da dor crônica não depende de uma solução só. Ele combina remédios, exercícios, fisioterapia, cuidados com o sono e o humor e, em casos selecionados, procedimentos como bloqueios ou o estimulador medular. O objetivo é reduzir a dor e devolver a capacidade de fazer as atividades do dia a dia.
Quais são as causas mais comuns?
- Desgaste da coluna, com artrose das articulações entre as vértebras e degeneração dos discos.
- Hérnia de disco que não melhorou, com dor que desce para a perna ou o braço. Leia o que é hérnia de disco.
- Estenose do canal, o estreitamento do espaço dos nervos. Veja estenose de canal lombar.
- Dor persistente após cirurgia de coluna, quando a dor continua ou volta depois da operação.
- Dor neuropática, que vem de nervos lesionados. Entenda em dor neuropática: o que é.
- Fatores musculares e posturais, sedentarismo e sobrepeso.
Muitas vezes há mais de uma causa ao mesmo tempo.
Por que a dor se torna crônica?
Além da causa física, fatores como sono ruim, estresse, ansiedade, depressão, medo de se movimentar e inatividade aumentam a percepção da dor. Com o tempo, o sistema nervoso fica mais sensível. Por isso, tratar só a coluna, sem olhar para esses fatores, costuma não ser suficiente.
Quais são as opções de tratamento?
Exercício e fisioterapia. São a base do tratamento. Fortalecimento, alongamento e atividade física regular reduzem a dor e melhoram a função.
Remédios. Analgésicos, anti-inflamatórios por períodos curtos e remédios que atuam nos nervos, usados com orientação médica. O uso prolongado de alguns remédios fortes, como opioides, tem riscos e é evitado quando possível.
Cuidado com o sono e o humor. Acompanhamento psicológico, como a terapia cognitivo-comportamental, ajuda a lidar com a dor e a retomar atividades.
Procedimentos. Bloqueios e infiltrações podem aliviar a dor em casos selecionados.
Cirurgia. Quando há uma causa que pode ser corrigida, como compressão de nervo ou instabilidade. Veja quando a cirurgia de coluna é indicada.
Neuromodulação. O estimulador medular é uma opção para alguns tipos de dor que não melhoraram com os outros tratamentos, principalmente a dor neuropática nas pernas e a dor persistente após cirurgia. Saiba mais em o que é o estimulador medular.
Sinais de alerta
Procure atendimento rápido se a dor vier com febre, perda de peso sem explicação, histórico de câncer, perda de controle da urina ou das fezes, ou fraqueza que piora.
Quando procurar um especialista?
Se a dor dura mais de três meses, atrapalha o trabalho, o sono e a vida social, ou continua mesmo depois de tratamentos ou de uma cirurgia, vale uma avaliação com especialista. A consulta busca entender a causa e montar um plano de tratamento realista, que pode incluir várias frentes ao mesmo tempo.
Conheça o tratamento com estimulador medular para dor crônica na coluna com o Dr. Felipe Carvalho.