O teste do estimulador medular é uma fase de experiência, feita antes do implante definitivo. Durante alguns dias, a pessoa usa eletrodos colocados no espaço ao redor da medula, ligados a um aparelho externo, preso à cintura. A ideia é ver, na rotina real, se a estimulação reduz a dor e ajuda nas atividades.
Só quando o teste mostra uma boa resposta é que se faz o implante do gerador sob a pele. Isso evita implantar o aparelho em quem não teria benefício.
Como o teste é feito?
- Preparo. Avaliação da dor, revisão dos remédios, especialmente anticoagulantes, e orientações sobre os cuidados.
- Colocação dos eletrodos. Em geral, com anestesia local e sedação, os eletrodos são introduzidos por uma agulha no espaço ao redor da medula, guiados por raio-X. Em alguns casos, é feito um corte pequeno.
- Ajuste da posição. Quando o tipo de estimulação permite, a pessoa pode ser questionada sobre onde sente o formigamento, para que ele cubra a área da dor.
- Conexão. Os fios saem pela pele e são ligados a um gerador externo, pequeno, que fica preso à roupa ou a um cinto.
Quanto tempo dura o teste?
Em geral, de alguns dias a cerca de uma semana. O tempo é definido pela equipe.
O que observar durante o teste?
É útil anotar todos os dias:
- a intensidade da dor, de 0 a 10, em diferentes momentos do dia;
- o sono;
- quanto você consegue caminhar, ficar em pé ou sentado;
- se precisou de menos remédio para dor;
- como se sente nas tarefas do dia a dia.
Essas anotações ajudam a decidir com mais segurança.
Cuidados durante o teste
- Não molhe o curativo onde os fios saem da pele; o banho costuma ser adaptado.
- Evite movimentos bruscos, torções e levantar peso, para não deslocar os eletrodos.
- Não dirija com o aparelho ligado, a menos que a equipe autorize.
- Observe sinais de infecção: febre, vermelhidão ou secreção no local.
Como se decide pelo implante?
Ao final, os fios do teste são retirados e o resultado é discutido. Em geral, considera-se o teste positivo quando há redução importante da dor, junto com melhora nas atividades e no sono. A decisão leva em conta também as suas impressões e expectativas.
Se o teste for positivo, o implante definitivo é agendado. Se não houver benefício, outras opções de tratamento são discutidas.
E se o teste não funcionar?
Nem todo mundo responde ao estimulador. Isso não significa que não há o que fazer: existem outros remédios, terapias e procedimentos. Veja dor crônica na coluna: causas e opções de tratamento.
Saiba mais
Entenda como o aparelho funciona em o que é o estimulador medular e que tipo de dor ele trata em dor neuropática: o que é.
Conheça o estimulador medular para dor crônica na coluna com o Dr. Felipe Carvalho.